
Né Themudo Rocha nasceu no Porto a 21 de dezembro de 1952, faleceu a 29 de novembro de 2025, em Leiria.
Estudou “Pintura decorativa” na escola Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis, também no Porto. Iniciou a sua carreira com fotógrafo em 1970.
Foi professor de fotografia no Instituto Português de Fotografia (Porto). Lecionou disciplinas como Técnica Fotográfica, Estúdio, Laboratório Preto e Branco, Fotografia Publicitária e de Produto.
Trabalhou como fotógrafo de cena para televisão — por exemplo, em 1988 participou na produção da série “O Barco e o Sonho” (Açores).
Desenvolveu trabalho editorial para revistas e publicações: em 1989 foi editor de fotografia da revista mensal de informação “Insula” (Açores).
Fez fotografias para ilustrações de livros comemorativos de empresas, e também para a primeira revista de bordo da empresa aérea SATA Air Açores.
Trabalhou no cinema/produção fotográfica em Espanha: por exemplo, em 1990 foi responsável pelo processamento a preto e branco de fotografia de cena no filme “Saltos Altos”, de Pedro Almodóvar.
Entre 1990 e 1992 foi técnico de processamentos fotográficos em Madrid, nos laboratórios “Copy-Foto”.
De 1993 a 1996 trabalhou como fotógrafo publicitário nos “Anmarbacher Studios”, em Nuremberga, Alemanha — inclusive realizou um calendário para a marca automóvel Porsche para 1994.
Em 2016, realizei uma exposição individual, na Fundação Altice (Porto), tive o privilégio de contar com o seu apoio, na realização e montagem de uma das minhas obras (MD5M), uma peça desafiante, senão fosse o seu contributo e boa disposição, provavelmente não a teria sido concretizada, foi a última vez que colaboramos juntos.
Estes são apenas alguns dos seus contributos, ao longo da sua carreira profissional, a nível nacional e internacional.
Nos últimos anos, continuou activo: foi um dos fotógrafos participantes da iniciativa Tipo Passe — projecto em que realizou vários retratos nas ruas — na edição mais recente em 2025 (em Leiria).
Né Themudo revelou um percurso bastante eclético: passou pela pintura, pela fotografia, pela docência, pelo cinema, publicidade e reportagem — e continuo a participar em iniciativas fotográficas contemporâneas. O seu percurso revela a versatilidade da fotografia como arte, técnica e meio de comunicação/socialização. O seu trabalho não poderá ser esquecido, uma vez que, apresenta qualidades únicas que revelam um olhar humano, sobre a sociedade e o mundo que nos rodeia.
Ao nível pessoal, as palavras são parcas para descrever a importância do Né na minha vida, um amigo muto especial (também da família), um mentor, uma pessoa única, de bom coração, criativa e de uma humildade que não existe.
Deixa um portfólio enorme, que deverá ser apreciado e valorizado por todos que nutrem a paixão pela Arte (fotográfica), mas também importante dizer, deixa um legado na cena fotográfica contemporânea.
Para conhecer a obra do Né Themudo, visite a sua página no Instagram ou Facebook:
https://www.instagram.com/nethemudo
https://www.facebook.com/nelson.themudo
https://tipopasse.pt/ne-themudo
(Artigo em actualização constante)
Ricardo Almeida



Fotografias de Né Themudo. Exposição Cartografias Mentais, 2016. Fundação Altice, Porto.



Montagem da obra MD5M com ajuda preciosa de Né Themudo, 2016. Fotografias de Ricardo Almeida


