TUKE RIDER Porto by dragaridesign

Category : News

A criação do logótipo para a TUKE RIDER Porto, teve como fonte de inspiração a imagem do célebre modelo da Piaggio, o “tuk-tuk” Ape Calessino. A forma ou silhueta que incorpora a marca, foi desenhada em conjugação com o próprio “lettring”.

A nova agência de animação turística desenvolve rotas turísticas em ambiente urbano, com Tuk- Tuks, desde agosto de 2018. Os percursos são realizados pelas áreas do património histórico, nomeadamente, das cidades do Porto, Vila Nova de Gaia e Matosinhos. À descoberta dos municípios, identificando os seus principais pontos de interesse, promovendo a sua história, cultura e gastronomia. Oferecemos uma experiência única, divertida e profissional, garantindo um serviço de qualidade, na companhia de um guia conhecedor.
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TUKE RIDER Porto is a sightseeing tour agency that develops tourist routes in urban environment with Tuk-Tuks since August 2018. The routes are carried out by the historical heritage areas, namely, the cities of Porto, Vila Nova de Gaia and Matosinhos. Discovering the municipalities, identifying their main points of interest, promoting their history, culture and gastronomy. We offer a unique, fun and professional experience, ensuring a quality service, in the company of a knowledgeable guide.


A Judiaria Nova do Olival

Category : News, World

Em 1386, D. João I mandou instalar os judeus dispersos pelo Porto – que habitavam as Aldas e S. João Novo, assim como as judiarias do Castelo, da Minhota e de Monchique – num espaço intramuros, justificando a medida por questões de segurança.

O ghetto judaico ocupava um terreno de 30 courelas e por ele se pagavam anualmente 200 maravedis, tal como estipulava o contrato celebrado com a Câmara a 2 de Junho de 1388. Rodeava-o uma cerca com duas portas, uma voltada para o Largo da Porta do Olival, outra para as “Escadas da Esnoga” (hoje, Escadas da Vitória) e para o caminho de Belmonte.

Em pouco tempo e de forma muito racional, os judeus urbanizaram uma zona erma e economicamente desinteressante, pois só anos mais tarde é que se rasgaria a Rua Nova ou Formosa, depois Rua Nova dos Ingleses, actualmente Rua Infante D. Henrique, entre o Convento de S. Francisco e a desembocadura da Rua dos Mercadores, por norma considerada como o primeiro projecto urbanístico moderno do Porto.

A Judiaria Nova do Olival desenvolvia-se em torno de um eixo principal (norte-sul) constituído pela Rua de S. Miguel (que hoje corresponde às ruas de S. Bento da Vitória e de S. Miguel), em torno do qual se abriam travessas perpendiculares. Era um burgo dentro do burgo, limitado a norte por uma viela que seguia para as barreiras, ficando no seu exterior o “outão” e o forno do Olival, assim como a Sinagoga, provavelmente no lugar depois ocupado pela Igreja de Nossa Senhora da Vitória.

Os judeus aqui viveram e prosperaram, tendo assimilado, em 1487, os hebreus expulsos de Castela. O édito de expulsão de D. Manuel I (Dezembro de 1496) ditou o fim da Judiaria e muitos judeus abandonaram o reino, enquanto outros se convertiam ao Cristianismo. Estes passaram a designar-se cristãos-novos.

As casas desabitadas foram entregues a cristãos velhos e, no centro da antiga comuna judaica ergueu-se, no século XVI, um mosteiro beneditino. No tempo dos Filipes, esta zona albergou algumas tropas espanholas.

Recentemente, no decurso de umas obras numa casa da Rua de S. Miguel (n.ºs 9-11) ter-se-á descoberto um ehal (arca), onde se guardavam os rolos da Lei (Torah). Este objecto foi identificado por arqueólogos e historiadores da Faculdade de Letras da Universidade do Porto como um dos quatro existentes em Portugal, datando de finais do século XVI ou inícios do século XVII.

FONTE: https://sigarra.up.pt


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